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sábado, fevereiro 22, 2014

Ter a presença de um espírito em casa é ruim?

Os espíritos podem ter afinidade e viver em uma casa porque se interessam pelas pessoas (ou parentes) e desejam protegê-las. Eles gostam da presença dos seres vivos. Eis a razão pela qual procuram os lugares habitados muito mais do que os isolados.

Fantasmas e casas mal-assombradas

Não é racional temer os lugares assombrados pelos espíritos. Ao contrário, se demonstrar medo, irão se divertir à custa da credulidade das pessoas. É possível expulsá-los mas, dependendo da maneira como se faz, podem ficar mais atraídos ao invés de se afastarem. O melhor meio de mandá-los embora é atrair os bons.

Acender velas pode atrair espíritos ruins em casa?

Não existe perigo de atrair espíritos inferiores ao acender velas em casa, pois estes não têm força para permanecerem no ambiente, a menos, que sejam invocados. Imagine a quantidade de espíritos que circulariam no seu lar cada vez que sua energia fosse interrompida. Ela seria inabitável.
Porém, alguns cuidados são necessários para que não ocorra nenhum tipo de acidente: ao sair, apague-a (lembre-se que o pedido já foi feito ao acendê-la), coloque-a sobre um prato (ou dentro de um copo específico) e cole sua base com a própria cera derretida.

Qual o horário preferido por fantasmas ou espíritos?

Os espíritos se apresentam de preferência à noite, por causa da impressão que o silêncio produz ou pela facilidade de comunicação durante o sono.
Também podem frequentar a noite os túmulos onde jazem seus corpos. Porém, a maioria não tem nenhuma atração pelo corpo que o fez sofrer, assim como o prisioneiro não se sente atraído pela cela que o prendeu. A lembrança das pessoas que lhes são queridas é a única coisa que tem valor para eles.

Quais são os sintomas de que algum espírito ou fantasma possa estar incorporando alguém da família?

A pessoa age de maneira grosseira e até obscena. Ao ser criticado, se melindra. Choca o bom senso e fica alheia a qualquer raciocínio. Paralisa de algum modo sua capacidade de julgar seus atos. Ruídos e desordens acontecem ao seu redor. Distancia-se de todo aquele que possa lhe abrir os olhos.

Como evitar a influência fantasmagórica de um lugar?

Você já deve ter conhecido pessoas que só reclamam. Neste caso, o espiritismo orienta que devemos destruir esse domínio, colocando-se em guarda com seu anjo, a ponto da ação maléfica sucumbir.
Por melhor que seja o caráter de alguém, os motivos da ação negativa variam, mas sua única intenção é o desejo de fazer o mal. Como sofrem, querem fazer os outros sofrerem e sentem prazer em atormentar os mais próximos. Esses espíritos agem por ódio e inveja do bem. Segundo Kardec, é por isso que podem atormentar as pessoas mais honestas.

Ceticismo X Espiritismo

Para quem não acredita no espiritismo, a aparição de fantasmas é bem conhecida da psiquiatria clássica, ou seja, pode ocorrer simplesmente pelo poder da imaginação.
Também sabemos que 35% da população mundial têm experiências místicas e a medicina aceita estes fenômenos, mas não se pode descartar a possibilidade de problemas psicológicos ou psiquiátricos, onde tudo deve ser averiguado

sexta-feira, fevereiro 07, 2014
"Venho a esta casa falar de minha experiência de vida e morte para cumprir com uma tarefa que a mim foi dada pelos instrutores da colônia onde resido ultimamente. Tive uma vida muito fácil. Jamais senti qualquer dificuldade, tanto em minha infância, quanto mocidade e maturidade.Casei-me cedo, atendendo conveniências sociais e logo percebi o erro, separando-me após certo tempo, pela imaturidade da relação.
Depois de minha separação, desencontrei-me completamente entregando-me à solidão, ao álcool e às drogas. Embora todos esses vícios fossem praticados em grupo dentro de um círculo de amigos da sociedade, sentia-me em falta comigo mesmo e algo em mim impulsionava-me para o esclarecimento, como se minha consciência permanecesse alerta por todo o tempo, a me dizer
das conseqüências futuras de meu procedimento.
Não atendi à voz que me falava ao coração e entreguei-me a uma vida de futilidades, tendo todas as mulheres que almejava, e todas as experiências desejadas por um homem. No entanto, vivia só, mergulhado em grande solidão. Nas noites insones aguardava e desejava ansiosamente que viesse o sono e com ele a morte. Porém tinha medo de cometer o ato desgraçado por pura covardia. Enviei pedido de socorro para muitos de meus amigos, mas eles também estavam na escuridão da ignorância e não compreendiam a razão da infelicidade. Uma noite, não busquei mais o auxílio entre eles, mas nos comprimidos que me deixaram em sono profundo por quase 24 horas para acordar deste lado da vida, completamente só e desesperado.
Digo, meus amigos, que o suicídio é forma equivocada de libertação. Aprisiona ainda muito mais e os tormentos experimentados são inigualáveis. Quisera ter eu a capacidade de falar aos meus amigos e familiares sobre a vida espiritual. Do quanto se pode ser feliz na Terra se forem realizados os compromissos assumidos consigo mesmo. Quisera ter eu a capacidade de ensinar aos meus irmãos e pais o quanto é necessário ser bom , útil e submisso à vontade de Deus.
Bendito sejam os que possuem o entendimento da verdade e não necessitam passar pelos campos do sofrimento na vida espiritual. Os que tiram a própria vida sofrem dores pungentes, embora nem todos tenham o mesmo destino. Por obra e graça de Deus eu fui socorrido em tempo curto para os padrões da vida verdadeira e pude refletir sobre meus erros e acertos. Fui atendido nesta casa e hoje fui trazido aqui para ouvir os ensinos do Evangelho e escrever sobre minha experiência. O irmão Mauro quer que eu termine a escrita, pois em outra oportunidade virei novamente trazer outras impressões. Que a graça de Deus cubra de bênçãos este trabalho." - Um suicida agradecido.
Extraio este fato de uma obra intitulada Letters and Tracts on Spiritualism, obra que contém os artigos e as monografias publicadas pelo juiz_Edmonds, de 1854 a 1874. Sabe-se que Edmonds era notável médium...

  Alguns meses depois da morte acidental de seu confrade, o juiz Peckam, a quem ele muito estimava, deu-se o caso de Edmonds escrever longa mensagem, em que seu amigo morto referia as circunstâncias de sua morte. As passagens seguintes são tiradas da mensagem em questão:

“Se houvera podido escolher a maneira de desencarnar, certamente não teria preferido a que o destino me impôs. Todavia, presentemente não me queixo do que me aconteceu, dada a natureza maravilhosa da nova existência que se abriu subitamente diante de mim.
No momento da morte, revi, como num panorama, os acontecimentos de toda a minha existência.
Todas as cenas, todas as ações que eu praticara passaram ante o meu olhar, como se se houvessem gravado na minha mente, em fórmulas luminosas.
Nem um só dos meus amigos, desde a minha infância até a morte, faltou à chamada.
Na ocasião em que mergulhei no mar, tendo nos braços minha mulher, apareceram-me meu pai e minha mãe e foi esta quem me tirou da água, mostrando uma energia cuja natureza só agora compreendo.
Não me lembro de ter sofrido.
Quando imergi nas águas, não experimentei sensação alguma de medo, nem mesmo de frio, ou de asfixia.
Não me recordo de ter ouvido o barulho das ondas a se quebrarem sobre as nossas cabeças.
Desprendi-me do corpo quase sem me aperceber disso e, abraçado sempre à minha mulher, segui minha mãe, que viera para nos acolher e guiar.
O primeiro sentimento penoso só me assaltou quando dirigi o pensamento para o meu caro irmão; porém, minha mãe, percebendo-me a inquietação, logo ponderou: “Teu irmão também não tardará a estar conosco.” A partir desse instante, todo sentimento penoso desapareceu de meu espírito. Pensava na cena dramática que acabara de viver, unicamente com o fito de levar socorro aos meus companheiros de desgraça. Logo, entretanto, vi que estavam salvos das águas, do mesmo modo pelo qual eu o fora. Todos os objetos me pareciam tão reais à volta de mim que, se não fosse a presença de tantas pessoas que sabia mortas, teria corrido para junto dos náufragos.
Quis informar-te de tudo isso a fim de que possas mandar uma palavra de consolação aos que imaginam que os_que_lhes_são_caros e que desapareceram comigo sofreram agonias terríveis, ao se verem presas da morte.
Não há palavras que te possam descrever a felicidade que experimentei, quando vi que vinham ao meu encontro ora uma, ora outra das pessoas a quem mais amei na Terra e que todas acudiam a me dar as boas-vindas nas esferas dos imortais.
Não tendo estado enfermo e não tendo sofrido, fácil me foi adaptar-me imediatamente às novas condições de existência...”
        Com esta última observação, o Espírito alude a uma circunstância que concorda com as informações cumulativas, obtidas sobre o mesmo assunto, por grande número de outras personalidades mediúnicas, isto é,...

que só nos casos excepcionais de mortes imprevistas, sem sofrimentos e combinadas com estados serenos d’alma, é possível atravessar o Espírito a crise da desencarnação sem haver necessidade de ficar submetido a um período mais ou menos longo de sono_reparador.
Ao contrário, nos casos de morte...
consecutiva a longa enfermidade,
em idade avançada,
com a inteligência absorvida por preocupações mundanas,
oprimida pelo terror da morte,
ou, ainda, apenas, mas firmemente, convencida da aniquilação final, os Espíritos estariam sujeitos a um período mais ou menos prolongado de inconsciência.
       Cumpre-se atente no detalhe interessante de dizer o morto ter tido, no momento da morte, a “visão panorâmica” de todos os acontecimentos de sua existência. Sabe-se que este fenômeno é familiar aos psicólogos; foi referido muitas vezes por pessoas salvas de naufrágios (publiquei a respeito uma longa monografia nesta mesma revista, no correr dos anos de 1922-1923). Ora, no caso relatado pelo juiz Edmonds, como em muitos outros casos do mesmo gênero, assistimos ao fato importante de um morto afirmar haver passado, a seu turno, pela experiência da “visão panorâmica”, de que falam os náufragos salvos da morte. Isto se torna teoricamente importante, desde que se tenha em mente que o juiz Edmonds não conhecia a existência dos fenômenos dessa espécie, ignorados pelos psicólogos de sua época. Ele, pois, não podia auto-sugestionar-se nesse sentido, o que constitui boa prova a favor da origem, estranha ao médium, da mensagem de que se trata.
       Notarei, finalmente, que neste episódio, ocorrido nos primeiros tempos das manifestações mediúnicas, já se observam muitos detalhes fundamentais, concernentes aos processos_da_desencarnação_do_Espírito, os quais serão depois constantemente confirmados, em todas as revelações do mesmo gênero.

Assim, por exemplo, o detalhe de o Espírito não perceber, ou quase não perceber, que se separara do corpo e, ainda menos, que se achava num meio espiritual.
Também o outro detalhe de o Espírito se encontrar com uma forma humana e se ver cercado de um meio terrestre, ou quase terrestre, de pensar que se exprime de viva voz como dantes e perceber, como antes, as palavras dos demais.
Assinalemos ainda outro detalhe: o de achar o Espírito desencarnado, ao chegar ao limiar da nova existência, para o acolherem e guiarem, outros Espíritos de mortos, que são geralmente seus parentes mais próximos, mas que também podem ser seus mais caros amigos, ou os “Espíritos-guias”.

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